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Bem-estar dos animais

A foto mostra um grupo grande e diverso de pessoas, incluindo homens e mulheres, posando para uma foto em um salão espaçoso com um teto alto e um grande afresco em uma das paredes. No centro, o governador em exercício, Gabriel Souza, está segurando um cão de porte médio, de pelagem branca e caramelo, que veste uma camiseta branca. Ao lado de Gabriel, há um grupo de pessoas sorridentes, incluindo a Secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, de blusa branca. A plateia, formada por muitas pessoas, está em pé no fundo. O piso é de madeira e a iluminação é natural.
Anúncio da proposta de criação do Fundo Estadual de Proteção e Bem-Estar de Animais Domésticos - Foto: Joel Vargas/Ascom GVG
Por Ascom GVG

Iniciativas que visam a proteção dos animais domésticos são fundamentais em uma sociedade ética, responsável e sustentável. Tendo isso em vista, a causa animal passou a integrar o Gabinete de Projetos Especiais (GPE) do Gabinete do Vice-Governador (GVG) no dia 27 de fevereiro de 2024, por meio do Decreto nº 57.483. O principal objetivo é coordenar ações pelo bem-estar animal e implantar uma política estadual de assistência aos animais domésticos em parceria com municípios e órgãos federais. 

Fundo Estadual de Proteção e Bem-Estar de Animais Domésticos 

O Rio Grande do Sul se tornou, em 2026, o primeiro estado do Brasil a contar com um fundo exclusivo para a causa animal. O Projeto de Lei 291/2025, que institui o Fundo Estadual de Proteção e Bem-Estar de Animais Domésticos, foi encaminhado pelo Executivo em agosto de 2025 para a Assembleia Legislativa, onde foi aprovado por unanimidade e sancionado pelo governador do Estado em abril de 2026. O decreto de regulamentação da lei foi assinado no mesmo dia da sanção. 

O fundo, que recebeu um investimento inicial de R$ 5 milhões, garante recursos permanentes para políticas públicas de proteção e bem-estar animal, independentemente de governos, superando limitações do modelo anterior, que dependia apenas do orçamento ordinário do Estado. As receitas poderão vir de diversas fontes, como repasses da União, transferências de outros entes, doações e rendimentos financeiros. 

Além disso, simplifica o repasse de recursos a municípios e entidades. Em vez de se basear em convênios, como funcionava anteriormente, o modelo a ser utilizado para os repasses será o fundo a fundo. Para receber recursos do fundo estadual, os municípios precisam contar com fundos municipais de bem-estar animal, que tenham comitê gestor próprio e regimento interno 

As ações prioritárias apoiadas pelo fundo contemplam cães, gatos e equinos, incluindo programas de esterilização, parcerias com clínicas veterinárias, apoio a abrigos, redução do uso de veículos de tração animal, campanhas educativas e capacitação de profissionais. Os recursos também poderão ser utilizados em respostas rápidas a eventos climáticos extremos. 

A distribuição dos valores dependerá da instalação de um comitê gestor, formado por representantes do poder público, entidades de proteção animal, organizações da sociedade civil, municípios e instituições de ensino e pesquisa. O fundo dá continuidade às políticas estaduais voltadas ao bem-estar animal e atende demandas históricas de protetores e organizações da área. 

Plano Estadual de Resposta à Fauna 

Diversas pessoas sentadas ao redor de uma bancada oval, incluindo o governador Eduardo Leite e o vice-governador Gabriel Souza.
Lançamento do Plano Estadual de Resposta à Fauna no Centro Administrativo de Contingência - Foto: Joel Vargas/Ascom GVG
Em colaboração com o Ministério Público do RS (MPRS), a Arcanimal, o Grupo de Resposta a Animais em Desastres (Grad), o Exército Brasileiro, a Força Aérea Brasileira (FAB) e o Instituto de Medicina Veterinária Coletivo (IMVC), o governo do Estado criou, em maio de 2024, o Plano Estadual de Resposta à Fauna. O objetivo foi estabelecer ações, capacidades e responsabilidades na resposta à fauna, para animais domésticos e domesticados, silvestres e de produção, de todos os portes, frente à calamidade pública enfrentada por diversos municípios do Rio Grande do Sul, afetados pelas chuvas e pelas inundações iniciadas no final de abril de 2024. 

Programa Emergencial de Manejo da População de Cães e Gatos em Abrigos 

Ao centro da foto, um filhotinho de gato branco e preto é segurado por duas mãos. A mão de outra pessoa acaricia a cabeça do animal.
Gatinha de dois meses é um dos animais que ilustra campanha publicitária - Foto: Rodrigo Ziebell/Ascom GVG
Em agosto de 2024, o governo do Estado lançou o Programa Emergencial de Manejo da População de Cães e Gatos em Abrigos, como parte do Plano Rio Grande, com o objetivo de promover o bem-estar e a adoção de animais em situação de vulnerabilidade, especialmente os afetados pelas enchentes. 

O investimento total do programa emergencial nos abrigos superou R$ 7,7 milhões, viabilizando ações como castração, microchipagem, alimentação, assistência veterinária e estímulo à adoção responsável, por meio da plataforma digital SisPetRS. 

Campanha Adote Um Bichinho 

Card com um cachorro caramelo, com uma capa vermelha, sobre um fundo rosa com desenhos de raios alaranjados. Sobre a imagem, o texto, em letras brancas, na parte inferior esquerda: "Caramelo e seu raio fofurizador". Em letras vermelhas menores, no canto inferior direito diz: "Seja também um herói. Adote um bichinho da enchente".
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Ainda para lidar com o cenário provocado pelas enchentes, o governo do Estado lançou, por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), a campanha Adote Um Bichinho, para incentivar a adoção responsável dos cães e gatos resgatados. Com a chamada “Seja você também um herói”, a campanha circulou entre 26 de agosto a 27 de setembro de 2024, para sensibilizar as pessoas a adotarem um bichinho que sobreviveu à tragédia. 

Além disso, o governo do Estado firmou um convênio com o Instituto Medicina Veterinária do Coletivo (IMVC), que viabilizou R$ 540 mil para diagnóstico situacional pós-desastre e elaboração das políticas de bem-estar animal. 

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