Gabriel Souza celebra convênios do Programa Rotas de Resiliência com 22 municípios
Iniciativa prevê investimento de R$ 129,08 milhões em obras de qualificação da infraestrutura em regiões afetadas pela enchente
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O vice-governador Gabriel Souza anunciou, nesta quarta-feira (25/3), no Palácio Piratini, a celebração de convênios com 22 municípios contemplados pelo Programa Rotas de Resiliência. A iniciativa prevê investimentos de R$ 129,08 milhões para a execução de obras de melhoria da infraestrutura viária, com repasses estaduais e contrapartida das administrações municipais.
O programa é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur), em conjunto com as secretarias de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) e da Reconstrução Gaúcha (Serg).
Os 22 municípios que tiveram projetos aprovados são: Bento Gonçalves, Capitão, Cotiporã Colinas, Dois Lajeados, Encantado, Imigrante, Morro Reuter, Nova Bréscia, Nova Petrópolis, Portão, Putinga, Santa Tereza, São Jerônimo, Teutônia, Vera Cruz, Veranópolis, Relvado, Roca Sales, Serafina Corrêa, União da Serra e Westfália.
"Este é um dia muito importante. Com os municípios, estamos investindo em Rotas de Resiliência, que são parte dos projetos do governo do Estado para enfrentarmos eventos climáticos como os que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos anos. Dessa forma, evitaremos situações muito graves que isolem os municípios, viabilizando a mobilidade necessária para buscar e receber socorro em momentos de emergência", ressaltou o vice-governador.
Os convênios têm como objetivo promover intervenções que ampliem a mobilidade urbana e rural, reduzam custos logísticos e reforcem a segurança viária nos municípios, possibilitando rotas alternativas em períodos de eventos climáticos extremos. A iniciativa também contribui para o desenvolvimento regional e a recuperação das áreas atingidas pelas enchentes de 2024.
O programa representa um avanço estratégico no planejamento e na execução de investimentos em infraestrutura viária no Estado. O foco das intervenções vai além da simples recuperação de acessos, priorizando obras projetadas para oferecer resiliência climática, garantir a segurança das comunidades e promover a integração entre as regiões. Ao aliar rigor técnico e planejamento articulado com as administrações municipais, a iniciativa busca implementar soluções duradouras que preparem o território para desafios futuros.
Resiliência climática
O Programa Rotas de Resiliência contempla investimentos em obras de qualificação viária, incluindo pavimentação, recapeamento e duplicação de vias municipais, além da melhoria de conexões entre municípios e regiões, fortalecendo a mobilidade e a integração territorial.
A seleção e aprovação dos projetos seguem critérios técnicos rigorosos, assegurando que os recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) sejam destinados a iniciativas estruturadas e alinhadas às diretrizes de resiliência climática.
De acordo com a diretora de Planejamento Urbano da Sedur, Tassiele Francescon, os estudos para análise dos projetos levam em conta a densidade populacional e a presença de moradias. A medida, segundo ela, assegura que as intervenções promovam segurança, sustentabilidade e maior capacidade de resposta diante de eventos climáticos extremos.
“Na análise dos projetos, consideramos uma série de aspectos técnicos fundamentais, como as características do terreno e do entorno, incluindo topografia, condições de acessibilidade, interferências de infraestrutura existente e possíveis impactos sobre edificações vizinhas. Também avaliamos a influência de cursos d’água, processos erosivos e as condições climáticas locais, com atenção especial aos sistemas de drenagem”, explicou Tassiele. “Esse conjunto de critérios é essencial para garantir que as obras estejam adequadas à realidade geotécnica de cada área e tenham maior segurança e durabilidade.”